Desde que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018 inscrições) se tornou um meio de seleção para as universidades, em 2009, a segurança da prova virou ponto primordial. Logo na primeira edição do “novo Enem”, naquele ano, a prova foi roubada da gráfica, o que levou à substituição do consórcio, escolhido pelo menor preço, o Conasel, pelo Cespe, hoje Cebraspe. A partir de então, o fantasma da fraude colou de vez na seleção.

A cada ano, porém, a prova foi ganhando mais relevância, com a adesão gradual das universidades públicas. A avaliação também passou a ser critério para acessar o ensino superior privado por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies 2018). Neste ano, 7,3 milhões candidatos se submeterão ao teste . O discurso do combate a fraudes no Enem foi amplificado na gestão Michel Temer.

enem 2018 – http://www.inepenem2018.com/

Na primeira edição do teste comandada pela equipe do ministro Mendonça Filho, no ano passado, uma operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada nas salas de prova e noticiada até com fotos dos pontos eletrônicos usados por uma quadrilha especializada em fraudar o teste. A ação, no entanto, não minimizou a exposição de outros problemas. Em dezembro, o Ministério Público Federal informou que um relatório da PF concluiu que as provas do primeiro e do segundo dias do exame, além da redação, vazaram antes do início da aplicação.

O Inep negou e a PF não se pronunciou à época. Agora, a falta de detectores de metal se apresenta como um problema a mais num processo vulnerável. O equipamento, em forma de raquete, permite uma “revista” em grande escala para inibir a entrada de candidatos com acessórios usados em fraudes, como microcelulares e pontos eletrônicos. O aparelho vinha sendo usado desde 2014.

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